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Para todas as garotas do mundo
PublishNews, Redação, 24/07/2019
Além de funcionar como um manifesto contra a cultura do estupro, ficção escrita por Amy Reed explora, com honestidade, as mais profundas perguntas sobre adolescência e sexualidade

Grace Salter é nova na cidade. Sua família foi expulsa de sua antiga comunidade depois que sua mãe, uma pregadora fanática, tornou-se uma radical liberal após sofrer um acidente. A queer punk Rosina Suarez pertence a uma família mexicana imigrante e muito conservadora. Seu maior sonho é viver de música. Erin Delillo é obcecada por duas coisas: biologia marinha e Jornada nas estrelas. Mas, essas duas coisas não são o suficiente para distraí-la da sua real suspeita: ela poderia ser, de fato, um androide. Quando Grace descobre que Lucy Moynihan, antiga ocupante de sua nova casa, foi expulsa da cidade por ter acusado os garotos mais populares do colégio de estupro coletivo, fica indignada pela garota nunca ter conseguido se vingar e ela não é a única. Grace está determinada a fazer algo a respeito do que aconteceu com Lucy. Ela, Rosina e Erin formam um grupo no colégio para resistir à cultura do sexismo e boicotar o sexo de qualquer gênero com os meninos. Contada em diferentes perspectivas, As anônimas (Única, 352 pp, R$ 49,90 – Trad.: Amanda Moura), escrito por Amy Reed, é não só um manifesto contra a cultura do estupro, como também explora, com honestidade, as mais profundas perguntas sobre adolescência e sexualidade.

[24/07/2019 07:00:00]
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