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Em Portugal, livreiros independentes se unem para lutar pela sobrevivência
PublishNews, Redação, 21/08/2018
Nova associação quer lutar, com a ajuda do Estado, contra as grandes redes

A França tem uma regulamentação especial que tem como objetivo declarado a preservação de suas livrarias independentes. Foi de olho nesse modelo que livreiros portugueses independentes de Lisboa, Aveiro e Sines se reuniram em uma nova associação que pede a intervenção estatal para protegê-los das grandes redes varejistas do livro, em especial a Bertrand, Fnac e Grupo Sonae (Continente). Os independentes reclamam que a Lei do Preço Fixo, em vigência no país, não tem conseguido, sozinha, proteger as pequenas livrarias de rua. "O fim das livrarias pode vir a verificar-se se o Estado não intervier, apoiando-as ativamente e corrigindo os atuais desequilíbrios de mercado”, disse ao diário Público o livreiro Vitor Rodrigues, da Leituria, situada na zona de Estefânia na capital portuguesa. "Na minha opinião, os problemas devem-se à inoperância da Lei do Preço Fixo, e aos problemas imobiliários que expulsam livrarias e alfarrabistas de locais decentes para o comércio", acrescentou. Pela lei portuguesa, as livrarias só podem fazer saldões durante 25 dias por ano. Segundo os integrantes da nova associação, essa regra não tem sido respeitada pelas grandes redes, que tem ofertado descontos maiores do que o preço de custo, indicando uma possível prática de dumping.

[21/08/2018 10:49:00]
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