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Editoras processam site de livros piratas e pedem até US$ 150 mil por obra
PublishNews, Redação, 1º/07/2026
Alegação é a de que o WeLib copiou o código-fonte e o conteúdo do Anna's Archive, outro site que foi retirado do ar

Editoras norte-americanas estão ativas na justiça contra roubo de propriedades intelectuais | © IPA
Editoras norte-americanas estão ativas na justiça contra roubo de propriedades intelectuais | © IPA

Um grupo de editoras norte-americanas, incluindo as chamadas "Big Five" — Hachette, Penguin Random House, HarperCollins, Macmillan e Simon & Schuster — processou um site de livros piratas por violação de direitos autorais em um tribunal federal de Nova York, ainda em junho, de acordo com a agência de notícias Reuters. As editoras pediram o fechamento do site e exigiram indenizações de até US$ 150 mil por obra pirateada.

As empresas afirmaram na petição inicial que o WeLib hospeda milhões de livros piratas e libera acesso a empresas de tecnologia para o treinamento de suas inteligências artificiais. A alegação é a de que o WeLib copiou o código-fonte e o conteúdo do Anna's Archive, outro site proeminente de livros piratas que as editoras processaram em março e que foi retirado do ar.

"A ação de hoje faz parte de nossa resposta contínua e vigorosa ao roubo em massa de obras literárias, que não tem lugar no mundo moderno e não pode ser tolerado", disse, em comunicado, Maria Pallante, presidente da Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas, AAP), a entidade comercial do setor.

A denúncia aponta que o WeLib possui mais de 80 mil usuários mensais, os quais acessaram ilegalmente mais de 51 milhões de livros no último mês, incluindo livros didáticos universitários e romances aclamados pela crítica. O processo também acusa o WeLib de solicitar "doações" de empresas de inteligência artificial em troca do fornecimento de acesso de alta velocidade aos seus livros piratas, especificamente para o treinamento de IA.

[01/07/2026 11:32:22]
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