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Uma história despedaçada
PublishNews, Redação, 12/07/2017
Companhia das Letras publica romance de Arundhati Roy, onde a autora fala sobre como a transexualidade é tratada na Índia

Quando Aftab nasceu, seus pais celebraram a chegada de um menino. Mais tarde, no entanto, encantada pelo mundo feminino, a criança se rebatiza como Anjum e é adotada por uma comunidade hijra – excluída casta transgênero com vários séculos de história na Índia. Tilo, ou Tilottama, por sua vez, é uma arquiteta desiludida, que depois de uma série bizarra de acontecimentos, acaba se mudando para a Hospedaria Jannat, espécie de pensão construída num cemitério semiabandonado, onde seu caminho se cruza com o de Anjum. O ministério da felicidade absoluta (Companhia das Letras, 496 pp, R$ 64,90), de Arundhati Roy, conta uma “história estilhaçada” e explora as violências físicas e simbólicas da sociedade indiana atual. Os conflitos internos no corpo de Anjum espelham os choques étnicos e políticos que há décadas dilaceram o subconsciente e fornecem o roteiro da libertação definitiva.

[12/07/2017 07:00:00]
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