Publicidade
Uma reflexão sobre a atual crise de identidade da União Europeia
PublishNews, Redação, 29/09/2016
É Realizações lança livro do crítico britânico Theodore Dalrymple

Um profundo mal-estar assombra a Europa. De um lado, todos sabem que o continente não está mais na vanguarda de nada, e que diariamente perde terreno para outras regiões do mundo, em crescimento econômico, pesquisa científica, influencia e poder e por outro lado a Europa está enrijecida, muito em função daqueles que estão hoje confortavelmente seguros e que temem perder as suas vantagens. Em A nova síndrome de Vichy – Por que intelectuais europeus se rendem ao barbarismo (É Realizações, 192 pp, R$ 49,90 – Trad.: Maurício G. Righi), Theodore Dalrymple remonta o mal-estar europeu até as duas guerras mundiais do século passado, com os seus desastrosos, embora compreensíveis efeitos sobre a autoconfiança da população do continente. Como resultado de seu passado recente, os europeus não acreditam mais em nada, exceto na segurança econômica, no aumento do padrão de vida, na redução da jornada de trabalho e na ampliação das férias em lugares exóticos. Como consequência, não conseguem estar à altura dos desafios que os assaltam, seja no tocante à crescente penetração islâmica na Europa, seja em relação à crescente competitividade da economia mundial.

[29/09/2016 08:41:31]
Matérias relacionadas
Em obra publicada pelo selo Ágora, Laura Vomero questiona o pensamento normativo sobre a menstruação e reflete sobre a importância de redesenhar políticas públicas
Obra publicada pela Fósforo ajuda o leitor a se aprofundar no pensamento negro contemporâneo para refletir sobre a importância de políticas na construção de um futuro digno e igualitário para toda a sociedade
Ricardo Antunes ​analisa como o trabalho abstrato possibilitou o crescimento de uma sociedade descentralizada do ato laboral
Leia também
Livro de memórias da editora Belas Letras aborda as últimas publicadas pelo artista, concluídas dias antes de seu falecimento
Alcoba retorna ao universo autobiográfico que marca a sua obra para narrar o que viveu no exílio quando criança
Misturando ensaio e memórias, Javier Peña empreende uma busca pela vida de escritores, seus anseios, suas luzes e suas sombras