‘Investigação filosófica’, de Edmund Burke, é um tratado que apresenta uma análise eloquente e profunda da relação entre a emoção, a beleza e a arte
Um clássico
do filósofo e político Edmund Burke,
Investigação
filosófica
(Edipro, 160 pp, R$ 39), é um livro que se debruça sobre um dos principais ramos da
filosofia: a
estética. O filósofo irlandês explora a origem psicológica de duas palavras
que, em sua visão, são frequentemente confundidas e aplicadas a coisas muito
diferentes e de naturezas opostas: o “belo” e o “sublime”. No século XVIII, o
termo sublime foi muito usado para comunicar uma sensação de grandeza
incomensurável e inspiradora, na natureza ou no pensamento. Sua relação com as
definições clássicas de “beleza” foi muito debatida, mas Burke foi o primeiro a
retratar os dois termos como forças opostas. Considerado um clássico da
estética moderna,
Investigação filosófica é
um tratado que apresenta uma análise eloquente e profunda da relação entre a
emoção, a beleza e a forma de arte. Isso tudo à luz de uma teia de sentimentos
humanos, como instintos de autopreservação e de luxúria.