Ali Neuman, personagem central de
Zulu (Vestígio; 304 pp.; R$ 39,90), é oriundo do bantustão de KwaZulu – um dos territórios da África do Sul destinados à população negra durante o regime segregacionista. Ainda criança, teve que fugir da perseguição promovida pelas milícias do Inkatha, que guerreavam contra o clandestino ANC (Congresso Nacional Africano), de Nelson Mandela. Ambientada em uma África do Sul dividida e conturbada por anos de apartheid racial, o livro de Caryl Férey apresenta as contradições da democracia embrionária do país. Na trama, Ali é um homem que precisa deixar o passado para trás e recomeçar uma nova vida.