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Oxford University Press prepara-se para lançar livros didáticos no Brasil
PublishNews, Roberta Campassi, 02/12/2011
Editora de origem inglesa já contratou pelo menos cinco editores que trabalhavam em empresas concorrentes

A Oxford University Press, a maior editora universitária do mundo, vem contratando editores para entrar no segmento de livros didáticos no Brasil. Neste segundo semestre, a editora de origem inglesa já contratou pelo menos três profissionais que trabalhavam na Moderna, para a área de exatas; uma pessoa da Saraiva, para cuidar das obras de Português, e uma da Abril Educação, para Filosofia e Sociologia. Procurada pelo PublishNews, a editora não deu detalhes dos seus planos, mas informou que “está em busca de parceiros estratégicos para diversas iniciativas”. No exterior, a Oxford publica livros educacionais e didáticos para diferentes áreas, mas, aqui no Brasil, até agora, só atuava com livros de inglês e, mais recentemente, também de espanhol.

Ainda não está claro se a Oxford pretende disputar os programas governamentais de compras de livros ou se concentrará esforços no mercado privado, como o grupo Pearson, também de origem inglesa, vem fazendo no país. Mas, por ora, os novos editores da Oxford não estão trabalhando com a perspectiva de inscrever obras no Programa Nacional do Livro Didático 2014, cujo período de pré-inscrição para livros direcionados a alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental começa em 09 de dezembro e vai até maio de 2012.

A última década do mercado editorial brasileiro foi marcada pelo avanço de editoras estrangeiras no segmento de livros didáticos. Alguns dos negócios mais relevantes foram a compra da Moderna pelo grupo espanhol Santillana, em 2001; a chegada da também espanhola SM, em 2004; o investimento da portuguesa LeYa no segmento educacional e a expansão do grupo inglês Pearson no país.

O Pearson é o maior do mundo no segmento educacional, além de dono da editora Penguin e do jornal “Financial Times”. No Brasil, até agora, seus esforços têm se concentrado no mercado de educação privada. Além de trabalhar com livros universitários e obras de negócios e de ensino de idiomas, a companhia partiu para uma ofensiva na área de didáticos. Em julho deste ano, desembolsou 326 milhões de libras para comprar o Sistema Educacional Brasileiro, dono dos sistemas de ensino COC, Dom Bosco e Pueri Domus, e assim dobrar sua participação em território nacional.

Há, ainda, outras movimentações menores. A Macmillan, por exemplo, que no Brasil trabalha apenas com livros de idiomas, começou a inscrever obras em programas governamentais. Elas chegam às escolas públicas já em 2012.

[02/12/2011 01:00:00]
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