Uma escuridão que ainda não se sabe nomear
PublishNews, Redação, 17/08/2026
Autores abordam a violência doméstica pela via da metáfora e da esperança, acompanhando Celeste no momento em que, finalmente, ela e a mãe embarcam rumo a um horizonte próprio
Quase todos os dias, Celeste e sua mãe caminham até o porto para ver os navios partirem. Ali, a menina inventa uma brincadeira: escolhe um navio e observa até vê-lo desaparecer no horizonte. As noites em casa contam outra história: uma escuridão que Celeste ainda não sabe nomear, que faz a menina desejar ser como os navios, e poder partir. No livro ilustrado
Quando navios partem (
Peirópolis, 52 pp), de Cleber Zambarda e Everson Bertucci, previsto para lançamento no final de agosto e ainda sem preço definido, os autores abordam a violência doméstica pela via da metáfora e da esperança, acompanhando Celeste no momento em que, finalmente, ela e a mãe embarcam rumo a um horizonte próprio. As ilustrações de Juão Vaz, ao longo de todo o livro invocando outras leituras, dão ao texto o respiro poético que o tema pede.