
No comparativo do 6º período de 2026 versus 2025, o mercado total registrou aumento de 10,4% em volume, passando de 4,5 milhões para pouco mais de 5,0 milhões de exemplares vendidos. Em valor, o crescimento foi ainda mais expressivo, com alta de 18,5%, alcançando R$ 264,4 milhões. O desempenho foi impulsionado pelo aumento do preço médio, que subiu 7,3%, enquanto o número de ISBNs vendidos apresentou leve retração de 1,5%. O desconto médio avançou 0,8 ponto percentual, chegando a 23,93% No acumulado entre as semanas 01 e 24, 2026 iniciou o ano com resultados superiores a 2025.

“Chegamos à metade do ano com o setor mantendo taxas de crescimento de dois dígitos, mesmo quando descontadas as superlativas vendas de conteúdos referentes à Copa do Mundo”, comentou Dante Cid, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). A pesquisa é realizada a cada quatro semanas pela Nielsen e divulgada pelo SNEL.
“Esses números demonstram que, além dos fenômenos editoriais — esses casos de exceção que acontecem todos os anos e que servem de oxigênio para a indústria — o setor se mantém forte, principalmente em Ficção, segmento robusto no varejo. Mesmo a queda de ISBNs, que poderia demonstrar uma certa concentração do mercado, não é acentuada”, arremata Dante.
O faturamento apresentou crescimento de 13,3%, enquanto o volume avançou 11,6%. Mesmo desconsiderando os álbuns de figurinhas, o mercado manteve desempenho positivo, com crescimento de 10,6% em valor e 9,4% em volume.
Entre os gêneros, a Ficção ampliou significativamente sua participação no faturamento, com ganho de 5,5 pontos percentuais, enquanto Não Ficção Trade e Não Ficção Especialista perderam relevância. Luiz Gaspar, Diretor Regional da NielsenIQ Book Brasil, comenta: “A Ficção, tanto no segmento adulto quanto no infantojuvenil, vem se consolidando como o principal motor de crescimento do mercado em 2026. Esse desempenho é impulsionado especialmente pelo avanço das Graphic Novels, que registram crescimento de 52% em faturamento, com destaque para séries como Jujutsu Kaisen e O cara que estou a fim não é um cara?. Outro segmento que se destaca é a Literatura de Horror, com crescimento de 68%, impulsionada por obras de autores como Uketsu, Stephen King e Raphael Montes.”

Os Top 500 títulos perderam importância no comparativo 2026 versus 2025, com queda de 1,3 pontos percentuais. em valor e 1,6 pontos percentuais, em volume, com desconto médio ofertado, superior à média do mercado (+6,1 pontos percentuais).

