Livro exibe a voz única, a beleza melancólica e a marca indelével de alguém que passou por este planeta e o deixou cedo demais
Se nas histórias de
Tédio terminal Izumi Suzuki especulava sobre a vida em outros tempos e planetas, em
Incendeie meu coração (
DBA, 216 pp, R$ 82,90 — Tradução: Jefferson José Teixeira) ela se volta para dentro de si e para um universo que conhece bem: a cena underground de Tóquio e Yokohama nos anos 1970, da qual fez parte como modelo, atriz e figura central da contracultura japonesa. A sensação de deslocamento que retrata na ficção, no entanto, permanece neste romance autoficcional. Publicado originalmente em 1983,
Incendeie meu coração não só permite acesso íntimo à vida daquela que se tornaria ícone cult, como é mais uma evidência da sua voz única, da beleza melancólica e da marca indelével de alguém que passou por este planeta e o deixou cedo demais.