O que acontece quando a ficção deixa de ser ficção?
PublishNews, Redação, 1º/06/2026
'A casa das bonecas' é a estreia ardente de Olivia Gatwood, que disseca a perfeição, examina a constituição das mulheres e explora a interseção de paixão, tecnologia e poder

Em A casa das bonecas (Record, 308 pp, R$ 69,90 — Trad.: Juliana Romeiro), de Olivia Gatwood, há dez anos Mitty (sobre)vive com Bethel, uma idosa de 79 anos, numa casinha caindo aos pedaços à beira-mar, na Califórnia. A jovem de 28 anos vive presa ao passado ― apegada a coisas antigas e a um segredo que a fez fugir ― em uma cidade tomada pelo avanço tecnológico e ricaços do setor. Lena e seu namorado ― um desses milionários da tecnologia que vêm tomando Santa Cruz como uma praga ― se mudam para a casa de vidro ao lado da estranha dupla de mulheres. Depois de conhecer as vizinhas, Lena, que, à primeira vista, aparenta ser perfeita, passa a questionar as lacunas de sua memória e a monotonia da vida. É convivendo com Mitty e Bethel ― seus passados, suas memórias, seus segredos e seus erros ― que Lena entende que há algo de errado em sua vida. O que aquelas paredes de vidro escondem?

Tags: Record, romance
[01/06/2026 07:16:18]
Matérias relacionadas
Alejandro Puyana constrói um romance intenso sobre os laços familiares, as escolhas individuais e as contradições de uma nação em crise
No entanto, entre quilômetros de conversas relutantes e silêncios constrangedores, Michael e Marnie aos poucos descobrem que têm mais afinidade do que pensavam e acabam encontrando exatamente o que procuravam
Criada entre a ascensão do fascismo e a guerra, em uma Sicília parada no tempo e no espaço, Carlotta aprendeu que a única maneira de evitar o sofrimento é aceitar o próprio destino
Leia também
Livro leva leitor a refletir sobre a relação entre as emoções, o silêncio e os processos de reconstrução de si
O conjunto reunido buscou refletir a produção de mulheres que vêm trazendo inovações para a poesia brasileira contemporânea
Livro é um arquivo vivo da palavra falada que nasce nas periferias, nos becos, nas praças e nos silêncios forçados