
"Uma personagem como a Cecília encontrar uma atriz como Debora Lamm é como um astronauta que, finalmente, acha o planeta do seu destino. É raro. A personagem foi escrita para uma atriz como Debora Lamm, que pilota os pólos humanos na mesma intensidade, e para uma diretora como Inez Viana, que tão bem desenha a crueldade do desejo humano. Não é sempre que a literatura encontra o corpo que ela invoca", elogia a autora do texto, no material de divulgação.
O romance consolidou Andréa como uma das vozes mais inquietantes da atual literatura brasileira contemporânea. Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha Cecília, uma médica pediatra que, a partir de uma prática clínica aparentemente ética e racional, passa a se envolver em decisões que ultrapassam, de forma radical, os limites entre cuidado, controle e violência.

A diretora alerta: “Mulher privilegiada, classista, cheia de preconceitos, Cecília não percebe que sua má conduta se volta contra si e, obviamente, contra todas as pessoas à sua volta, perdendo uma oportunidade de praticar a medicina de forma mais humanizada. E aí há uma identificação geral quando pacientes de todas as classes já sofreram e sofrem por negligência médica. No Brasil, médicas e médicos, sobretudo em hospitais públicos onde a sobrecarga e o estresse estão sempre presentes, têm seus trabalhos afetados por atendimentos apressados e impessoais, sentido por seus pacientes", explicar Inez.
A respeito de suas personagens, Debora comenta, no release, que: "Cecília é uma pessoa amoral, que estudou medicina pela facilidade de seu pai ser um médico benquisto por colegas e pacientes, mas ela mesmo não tem o exercício do afeto e o tempo inteiro testa os limites da ética, vivendo à margem do humano." Na opinião de Luis Antonio, "Celso é um cara de caráter duvidoso e amante de Cecília, a pediatra que fez o parto de seu filho Bruninho, uma criança por quem ela se vê encantada. Mas Celso também está encantado por Cecília", joga para o alto. Quem gosto do livro não pode perder o espetáculo!


