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Adaptação teatral de 'A pediatra', de Andréa del Fuego, estreia no Rio
PublishNews, Redação, 29/04/2026
Espetáculo dirigido por Inez Viana estreia no Teatro Firjan SESI, no Centro do Rio, com Debora Lamm e Luis Antonio Fortes no elenco

Luis Antonio Fortes e Debora Lamm em cena © Rodrigo Menezes
Luis Antonio Fortes e Debora Lamm em cena © Rodrigo Menezes
A pediatra (Companhia das Letras, 2021), romance de Andréa Del Fuego que investiga os limites entre cuidado e violência, chega ao teatro em sua primeira adaptação e estreia no Rio nesta sexta-feira, dia 1º de maio, no Teatro Firjan SESI (Av. Graça Aranha, 1, no Centro — Rio de Janeiro / RJ). A montagem tem direção de Inez Viana e elenco formado por Debora Lamm e Luis Antonio Fortes. Fica em cartaz até 24 de maio, de quinta a sábado. Quintas e sextas, às 19h; sábados e domingos, às 17h. Ingressos a R$ 40 que podem ser comprados aqui.

"Uma personagem como a Cecília encontrar uma atriz como Debora Lamm é como um astronauta que, finalmente, acha o planeta do seu destino. É raro. A personagem foi escrita para uma atriz como Debora Lamm, que pilota os pólos humanos na mesma intensidade, e para uma diretora como Inez Viana, que tão bem desenha a crueldade do desejo humano. Não é sempre que a literatura encontra o corpo que ela invoca", elogia a autora do texto, no material de divulgação.

O romance consolidou Andréa como uma das vozes mais inquietantes da atual literatura brasileira contemporânea. Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha Cecília, uma médica pediatra que, a partir de uma prática clínica aparentemente ética e racional, passa a se envolver em decisões que ultrapassam, de forma radical, os limites entre cuidado, controle e violência.

Andrea Del Fuego e Inez Viana em um dos ensaios © Rodrigo Menezes
Andrea Del Fuego e Inez Viana em um dos ensaios © Rodrigo Menezes
Na adaptação, Inez aposta na relação direta com o público, colocando a protagonista como narradora de sua própria trajetória. A encenação passeia por temas como desigualdade social, ética profissional e as pressões em torno da maternidade, aproximando o espectador de dilemas sem respostas fáceis e ainda em voga

A diretora alerta: “Mulher privilegiada, classista, cheia de preconceitos, Cecília não percebe que sua má conduta se volta contra si e, obviamente, contra todas as pessoas à sua volta, perdendo uma oportunidade de praticar a medicina de forma mais humanizada. E aí há uma identificação geral quando pacientes de todas as classes já sofreram e sofrem por negligência médica. No Brasil, médicas e médicos, sobretudo em hospitais públicos onde a sobrecarga e o estresse estão sempre presentes, têm seus trabalhos afetados por atendimentos apressados e impessoais, sentido por seus pacientes", explicar Inez.

A respeito de suas personagens, Debora comenta, no release, que: "Cecília é uma pessoa amoral, que estudou medicina pela facilidade de seu pai ser um médico benquisto por colegas e pacientes, mas ela mesmo não tem o exercício do afeto e o tempo inteiro testa os limites da ética, vivendo à margem do humano." Na opinião de Luis Antonio, "Celso é um cara de caráter duvidoso e amante de Cecília, a pediatra que fez o parto de seu filho Bruninho, uma criança por quem ela se vê encantada. Mas Celso também está encantado por Cecília", joga para o alto. Quem gosto do livro não pode perder o espetáculo!

[29/04/2026 09:32:46]
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