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Um romance de formação sobre o luto e a autodescoberta
PublishNews, Redação, 25/03/2026
'O ano do cometa' mapeia a dor e a busca pelo significado de assuntos não ditos, mas captados pela percepção infantil de três meninas

Em 1986, o mundo aguarda a passagem do cometa Halley. No Brasil, a redemocratização está em curso após 21 anos de ditadura militar. É esse o contexto de O ano do cometa (Fósforo, 160 pp, R$ 84,90), estreia literária de Maria Brant, um romance de formação sobre o complexo processo de luto e uma jornada de autodescoberta. No período de janeiro a dezembro, O ano do cometa mapeia a dor e a busca pelo significado de assuntos não ditos, mas captados pela percepção infantil de três meninas: Íris, Rosa e Violeta. Íris tem onze anos e, em meio às excentricidades da mãe e ao silêncio do pai, lida com a dor da perda de seu tio Peu. A procura por rastros e explicações se manifesta em detalhes: a cicatriz na testa em código morse, as lembranças do tio surfista e sonhador, os cadernos em cirílico do bisavô astrônomo e os fragmentos de história da família que parecem flutuar entre o que é real e obscuro, assim como os acontecimentos que ainda pairam pela história recente do país.

[25/03/2026 07:37:50]
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