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Romance coloca a leitura como estratégia de sobrevivência
PublishNews, Redação, 11/03/2026
Uma história que mostra como os livros podem ser revolucionários mesmo nos cenários mais devastadores

Do êxodo à prisão, do engajamento à desilusão política, do teatro à descoberta do amor, das crianças que crescem livres às tragédias que arrancam de nós aqueles que amamos, a voz de um livreiro nos guia pelos labirintos da história de sua vida, que é o retrato de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. O livreiro de Gaza (Intrínseca, 112 pp, R$ 59,90 — Trad.: Sofia Soter), de Rachid Benzine, lembra que, num mundo em que as bombas ameaçam ter a última palavra, os livros são nossa maior chance de sobrevivência — não para escapar da realidade, mas para habitá-la plenamente. Um testemunho de que, nesse cenário de caos e desilusão, uma pessoa que lê parece a mais radical revolucionária. Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e vielas em busca de registros para o Ocidente. Quando chega a um bairro menos afetado, se depara com uma cena que lhe parece inusitada: entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, um senhor está lendo serenamente, sentado diante de uma vitrine repleta de livros, como se esperasse por algo. Os livros que ele segura não são meros objetos, mas, sim, fragmentos de uma vida, ecos de memória, cicatrizes de um povo.

[11/03/2026 07:09:35]
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