Neste romance de estreia, os segredos da Boca do Lixo se misturam as verdades da ditadura
São Paulo, 1974. Um escritor aparece morto. A polícia decide sem pestanejar que é suicídio. Afinal, é preferível evitar a fadiga. Mas o manuscrito que ele deixou é a prova de um crime maior. Nele, os segredos da Boca do Lixo se misturam a verdades da ditadura. No centro do rebu, um rumor quase folclórico: um filme clandestino de 1969, nunca visto, mas temido por todo mundo, no qual o próprio Zé do Caixão parece estar envolvido, borrando a fronteira entre ficção e violência. Anos depois, no início da redemocratização, o manuscrito reaparece incompleto nas mãos de um promotor idealista e a história toda volta à tona.
Buraco de bala (
Patuá, 224 pp, R$ 80), assinado por Imparato, é uma viagem cômico-noir ao subterrâneo de São Paulo, do cinema da Boca do Lixo e da ditadura, na qual cada segredo custa caro, cada silêncio custa mais ainda e a verdade continua sendo aquele negócio chato que todo mundo tenta enterrar.