'As sete faces de um anjo sem trombeta' elabora mais da construção pessoal da infância, iluminada pelo lúdico, com a força da metáfora
A infância precisa ser inventada.
As sete faces de um anjo sem trombeta (
Labrador, 76 pp, R$ 79,90), de Lilian Dias, elabora mais da construção pessoal da infância, iluminada pelo lúdico, com a força da metáfora. Há que se interpretar um mundo que não se domina, de que não se tem conhecimento suficiente. Nesse esforço do pequeno, movendo-se no oceano das incertezas, todos somos, necessariamente, poetas. A despeito de assumirmos ou não o posto avançado da escrita, seguimos sempre à procura de sentido, como forma de credenciar a vida, com a responsabilidade do adulto assentada no papel carbono da infância.