Na escola, Anthony Hopkins era considerado por todos um caso perdido; até que, numa noite de sábado, assistiu a uma adaptação de Hamlet
Nascido e criado numa pequena cidade do País de Gales, em meio à guerra e à crise econômica, Anthony Hopkins cresceu cercado de homens “durões”, que não sabiam lidar com os próprios sentimentos. Na escola, era considerado por todos um caso perdido. Até que, numa noite de sábado, assistiu a uma adaptação de
Hamlet. A paixão por atuar despertada pela peça o levaria ao sucesso por caminhos que ninguém seria capaz de prever. Com uma narrativa repleta de vulnerabilidade, Hopkins disseca em
Até que deu tudo certo (
Sextante, 304 pp, R$ 69,90 – Trad.: Rogério Galindo) os pontos altos de sua carreira e o que há por trás do desenvolvimento de seus personagens mais memoráveis, como Hannibal Lecter e o protagonista de
Meu pai — papéis que lhe deram dois Oscar de melhor ator. Mas não deixa de fora os pontos baixos de sua jornada. O ator revela a fragilidade emocional que o fazia evitar conexões e, sobretudo, o vício em álcool, que lhe custou o primeiro casamento e o relacionamento com sua única filha, e quase destruiu sua vida. Isso o levou ao caminho da sobriedade, um compromisso que mantém há décadas.