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Biografia do Planet Hemp será lançada em Niterói
PublishNews, Beatriz Sardinha, 22/12/2025
A comemoração começa às 18h e se estende até meia noite, com a presença do autor, o jornalista e escritor Pedro de Luna

Na próxima terça-feira (23), a livraria Bloco (Rua Eng. Guilherme Greenhalgh, 16, Icaraí – Niterói / RJ) recebe o evento de lançamento da biografia Planet Hemp – Mantenha o respeito (Ilustre Editora). A comemoração começa às 18h e se estende até meia noite, com a presença do autor, o jornalista e escritor Pedro de Luna. Produzido em dois anos de pesquisa e entrevistas, o livro promove um mergulho na trajetória da banda que transformou a cena cultural brasileira.

A história do Planet Hemp com Niterói começa ainda no fim dos anos 1980, quando o fundador da banda, o falecido Skunk, conhece os músicos niteroienses Gustavo Black e Claudio Marcio, o “Speed”. Em 1994, quando o grupo carioca grava o primeiro disco, “Usuário”, os dois participam em várias músicas, inclusive “Speedfunk”. Algum tempo depois, com a saída do vocalista BNegão, é o Black Alien quem assume a vaga ao lado de Marcelo D2.

O primeiro show realmente divulgado do Planet na cidade de Arariboia aconteceu em março de 1996 no Bedrock, um boliche em Charitas que hoje deu lugar a um prédio. A apresentação bateu o recorde de lotação da casa até então. Pedro de Luna estava lá e cobriu o evento para o fanzine Shape A. O grupo ainda voltou no mesmo ano em setembro, para um segundo show, dessa vez na área externa do Bedrock, que na época contava com um half pipe para skate e roller.

Para o PublishNews, o autor Pedro de Luna afirma que o desejo de realizar o livro vem de documentar a história do grupo, que teve seu registro "mais midiático", até o momento, no filme Legalize Já. "[o filme] é uma ficção e termina justamente com a morte do fundador do grupo, o Skunk. Então além do interesse pessoal, publicar um livro sobre o Planet é, também, registrar a luta da classe artística contra a censura e a repressão policial e judicial, já que os músicos foram perseguidos durante vários anos e amargaram dias de prisão em Brasília. Até então isso nunca havia acontecido no país, mas foi importante para colocar em debate a política nacional de drogas e a descriminalização da maconha", conta.

Além dos hempers, o jornalista e escritor Pedro de Luna já contou a vida e obra da banda pernambucana mundo livre s/a, do baixista Champignon, da banda Charlie Brown Jr, e do rapper e produtor niteroiense Speed, conhecido como Speedfreaks.

Segundo o autor, o Planet Hemp foi importante tanto pelas suas letras como pela musicalidade e a presença de palco, uma vez que a banda fazia uma fusão pioneira entre o rock e o hip-hop, além do hardcore, a psicodelia e o raggamuffin. "Diferente da grande maioria dos grupos oitentistas, cujos vocalistas cantavam e tocavam instrumentos, o Planet chegou com dois (depois três) vocalistas que pulavam sem parar e faziam jograis, como os MCs do rap". Pedro de Luna destaca também o fato do grupo ter incorporado o DJ como um integrante tão importante quanto o guitarrista, o baixista e o baterista.

A expectativa para o lançamento são das mais positivas para o autor, que comenta que, independente do quesito artístico ou musical, a pauta da cannabis tem crescido cada vez em importância na mídia, ganhando mais eventos, marchas populares, marcas, produtos e até sendo usada por mais e mais pessoas de forma medicinal em seu formato de óleo.

O livro de 512 páginas é constituído por histórias bem-humoradas e também políticas e mais dramáticas envolvendo o grupo. Pedro antecipa uma das várias histórias presentes no livro, sobre o baixista Formigão: "Nos primeiros anos da banda ele bebia muito, inclusive cachaça, e acabava fazendo coisas sem noção. Uma delas era não segurar o xixi e urinar no primeiro lugar que aparecesse, como a mala de um companheiro ou mesmo numa sala de reunião da gravadora. Certa vez ele estava tão doido que ao invés de andar pro final do ônibus, onde estava o banheiro, ele pegou o sentido contrário. Abriu a porta que dividia a cabine dos passageiros e começou a mijar em cima do motorista! Por essas e outras o Formigão ganhou o apelido de Formijão!", comenta.

Para ele, lançar o livro em Niterói tem um gosto especial: “A relação da chamada hemp family com a cidade é linda. Foi Speed, Black Alien, DJ Rodrigues e Samantha Caldato quem apresentaram a terra de Arariboia para o pessoal do Planet e, também, para o Chico Science e a galera da Nação Zumbi. Em 1997, o Planet tocou num evento chamado S.O.S Circo Voador, que aconteceu na estação Cantareira, e o muro caiu de tanta gente tentando invadir o show.”

[22/12/2025 10:39:40]
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