Judith Butler e Frédéric Worms mergulham nessa questão para explorar o limite extremo da vulnerabilidade humana: o momento em que a existência se torna um fardo intolerável
O que define uma vida digna em meio a um mundo que impõe sofrimento e exclusão? Em
O vivível e o invivível (
Editora Unesp, 102 pp, R$ 46 — Trad.: Beatriz Zampieri e Carla Rodrigues), Judith Butler e Frédéric Worms mergulham nessa questão para explorar o limite extremo da vulnerabilidade humana: o momento em que a existência se torna um fardo intolerável. Em março de 2018, quase dois mil imigrantes viviam em acampamentos precários no norte de Paris, amontoados sob pontes e viadutos, sem acesso a água ou alimentos. Mesmo assim, resistiam. A filósofa estadunidense Judith Butler é professora do Departamento de Literatura Comparada e do Programa de Teoria Crítica da Universidade da Califórnia, Berkeley, além de ser expoente nos debates sobre identidade de gênero e direitos humanos. Frédéric Worms é filósofo e professor da École Normale Supérieure (ENS), especialista na obra de Henri Bergson, sua pesquisa se dedica também às relações vitais e morais entre os seres humanos, bem como a suas rupturas e violações, em uma perspectiva que articula metafísica, ética e política.