Publicidade
Crime como semblante da experiência humana
PublishNews, Redação, 29/10/2025
Livro coloca o crime como objeto de estudo e reconhece sua importância dentro do estudo da psicanálise e do estudo da sociedade

Em A psicanálise e o crime: passagem ao ato, acting-out e ato criminoso (Relicário, 184 pp, R$ 79,90), Maria José Gontijo privilegia o crime como objeto de estudo e pesquisa é reconhecer sua importância não só para a psicanálise, mas também para a sociedade. É inegável que o crime é um semblante importante para a civilização humana, pois a lei que o institui é o modo principal de lidar com a violência e a agressividade, sobretudo nas sociedades modernas. O crime é uma forma de inscrição da violência e Freud foi sensível a isso. Recorrer à lei e ao crime lhe permitiu construir um arcabouço clínico e teórico para lidar com as manifestações da pulsão de morte presentes no sintoma de seus pacientes. Distinguir os conceitos de acting-out e de passagem ao ato, bem como os de sentimento de culpa e de responsabilidade, foi ferramenta essencial para abordar a violência pulsional que se apresenta ora velada, ora a céu aberto.

[29/10/2025 08:10:06]
Matérias relacionadas
Coedição da Relicário e da Editora PUC-Rio traz seleção inédita em português das trocas com Michael Fraenkel, reunindo textos escritos em Paris nos anos 1930
Livro é composto por seis blocos — cinco poemas longos e um ensaio final —, que exploram temas como amor e perda, identidade, alienação e a tentativa de compreender o sagrado e o profano
Busca-se, a partir do acervo fotográfico do pai da autora, uma história particular e coletiva
Leia também
Entre rios, estradas e cidades, o mascate percorre o país carregando um sonho e vendendo tecidos e anáguas.
Mary Lyn Ray propõe reflexões a partir da interação entre pessoas e as pedras do dia a dia
Obra revela 'os segredos mais íntimos' das árvores