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Tragédia da vida confinada
PublishNews, Redação, 22/10/2025
Novo romance de Milly Lacombe põe na berlinda um casal hetero de alta combustão

Muitas histórias vividas durante a pandemia de Covid 19, de memória tão recente e estranhamente tão distante. Foi um período único, terrível e extraordinário em que o gênero humano, de alguma forma, teve que se reinventar para sobreviver. Focado nesse deprimente momento histórico que suspendeu no ar muitas esperanças e disparou angústias e medos inesperados, o novo romance de Milly Lacombe, Eu te amo, cretino (Seja Breve, 192 pp, R$ 69,90), põe na berlinda um casal hetero de alta combustão: Marina e Otávio. Capítulo a capítulo, Marina e Otávio vão marchando no mesmo compasso diário do resto da humanidade, de um cômodo a outro, trancados em casa e dentro de si, cada um na sua e ao mesmo tempo de olho no outro, lavando roupa suja, discutindo a relação sem fim, bebendo do desespero e comendo da desilusão para reencontrar um lugar ao sol – nem que seja um raiozinho inexpressivo – que possa banhar e iluminar uma relação em frangalhos, na qual o afeto parece submerso, mas, veja bem, ainda não está morto.

[22/10/2025 08:49:07]
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