Hermés Galvão passa um pente fino no estilo de vida carioca, retratando com humor e sarcasmo as idiossincrasias de um povo que veio ao mundo a passeio
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A sangue quente (Labrador, 128 pp, R$ 69,90), Hermés Galvão passa um pente fino no estilo de vida carioca, retratando com humor e sarcasmo as idiossincrasias de um povo que veio ao mundo a passeio. Das peruas, com seus trajes de academia que nunca pisaram numa esteira, aos velhos meninos do Rio, que ignoram o tempo e ainda desfilam pelo calçadão como uns garotões. Das socialites, estacionadas em algum lugar entre 1984 e o fim do champagne, aos atores, com seus projetos inenarráveis à espera de um teste do sofá. E, claro, os gurus, que até outro dia eram mais “MD” do que namastê. Em
A sangue quente, o autor tenta trazer alma da cidade em sua escrita, a partir de uma abordagem debochada e cheia de “marra”. Hermés Galvão nasceu em 1975 no Rio de Janeiro. Escritor e psicoterapeuta, é autor de
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Granado 150 anos. Atualmente mora em Lisboa.