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Histórias da culinária árabe no Brasil
PublishNews, Redação, 26/06/2025
Diogo Bercito narra não apenas a trajetória que fez da esfiha um dos quitutes mais populares do Brasil, mas também como as diferenças de paladar e a oferta de insumos no país tropical influenciaram os hábitos e os preparos

Em Brimos à mesa: histórias da culinária árabe no Brasil (Fósforo, 288 pp, R$ 99), Diogo Bercito — um dos principais especialistas em história e cultura árabe no país — lança mão do que os pesquisadores estadunidenses chamam de foodways, palavra que abarca a antropologia, a história e a sociologia da comida, para mergulhar nas maneiras de fazer as coisas e, por isso, em modos de existir. A partir de pesquisa histórica e entrevistas, ele narra não apenas a trajetória que fez da esfiha um dos quitutes mais populares do Brasil, mas também como as diferenças de paladar e a oferta de insumos no país tropical influenciaram os hábitos e os preparos, modificando receitas tradicionais como quibe, coalhada, charutinho de uva, salada fatouche e até o pão. São muitos os ingredientes que povoam o livro e fazem dele uma história saborosa e repleta de casos anedóticos. Dos primeiros comércios de quitutes na região da rua 25 de Março, em São Paulo, e na rua da Alfândega, no Rio de Janeiro, às famílias por trás dos restaurantes Almanara, Arábia, Halim, Folha de Uva, entre outros, sem esquecer do fenômeno Habib’s, Bercito reconstrói a dimensão da culinária árabe em nossas terras.

[26/06/2025 07:00:00]
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