
Uma sociedade mais feminina, como defende o sociólogo italiano Domenico de Masi em sua obra Ócio criativo (Sextante), seria eficaz para reverter os danos ao meio ambiente e evitar conflitos entre grupos e países, pelos quais o mundo moderno passa? Em Filhas de Gaia, de Linei Matz, classificado no Prêmio Maria Carolina de Jesus, a autora usa a ficção científica para pôr em perspectiva inúmeros preconceitos e estereótipos dos dias atuais que, na visão dela e de outras autoras e autores, persistem como força de reação de um sistema predatório milenar, essencialmente masculino, que prega a necessidade de explorar tanto recursos naturais quanto pessoas para se manter próspero economicamente.
Pela fresta te vi, de Cesar de Mello Campos, reúne 21 contos em que o autor descreve com maestria as percepções fugidias e a busca da verdade psíquica humana. Em prosa de alta tessitura, o autor explora estados de consciência, fragmentos de memória e zonas liminares da existência, compondo uma narrativa em fluxo contínuo e refinado. Longe de qualquer obviedade, a obra revela o que pulsa nas frestas do vivido e do não dito. É uma obra autopublicada pela SGuerra Design, o livro está à venda na Amazon. Uma leitura para quem reconhece na literatura a arte de tocar o inominável.
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