Thriller psicológico flerta com horror e ficção científica ao abordar o tema da inteligência artificial
PublishNews, Redação, 23/04/2025
Escrita pelo autor de 'O demonologista', a obra 'William' discute sobre ética e segurança, propondo um debate sobre os limites e as responsabilidades na criação de tecnologias

Digna de um episódio de Black Mirror, a obra William (Minotauro, 224 pp, R$ 59,90 - Trad.: Aline S. Pereira) combina elementos de ficção científica em uma trama de thriller psicológico e horror. Escrita por Mason Coile, pseudônimo do escritor Andrew Pyper, a narrativa, que já tem os direitos de adaptação adquiridos pela Aperture Entertainment para a produção de um filme, explora um cenário aterrorizante de uma casa inteligente que se transforma em um lugar – tecnologicamente – assombrado. O livro acompanha Henry, um engenheiro de robótica que sofre com agorafobia. Em um laboratório construído no sótão da própria casa, ele faz a maior descoberta da carreira: uma consciência artificial chamada William. Aparentemente, capaz de elaborar pensamento criativo, Henry prende a IA dentro de um robô, que deixa trancado no laboratório, o escondendo de todos – inclusive da própria esposa grávida, Lily. No entanto, tudo muda quando os colegas de trabalho de Lily são convidados para conhecer a nova casa do casal. Durante o encontro, Henry decide, finalmente, apresentar William para todos e, a partir daí, tudo toma um rumo sombrio e perigoso. Entediada – e um tanto sádica –, a IA passa a aterrorizar Henry, Lily e os convidados. Logo, o casal descobre que as atualizações de segurança que deveriam protegê-los, na verdade, os aprisionaram dentro da própria casa. Agora, eles correm o risco de nunca mais saírem vivos da prisão que criaram para si mesmos. Com um ritmo frenético e impactante, William levanta questionamentos sobre ética, limites e responsabilidades na criação de inteligências artificiais com uma trama perturbadora e personagens profundos, que transcendem o estereótipo do gênero.

[23/04/2025 07:00:00]
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