Publicidade
Uma interpretação do Brasil polarizado
PublishNews, Redação, 08/04/2025
Em obra publicada pela Todavia, Sérgio Costa condensa anos de sólida reflexão sobre as fraturas constitutivas da desigualdade brasileira

Da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, no fim de 2002, à eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, o eleitorado brasileiro fez uma mudança brusca de rota. Como explicar esse fenômeno? E como interpretar a volta de Lula à presidência em 2022? Desiguais e divididos (Todavia, 224 pp, R$ 89,90) estuda a relação entre desigualdades sociais e a vida política brasileira nas duas últimas décadas. No livro, o sociólogo Sérgio Costa defende que as escolhas políticas de indivíduos e grupos estão associadas à sua "situação interseccional", qual seja, o lugar que ocupam nas hierarquias de classe, gênero, sexualidade e raça. A situação interseccional, no entender do autor, pressupõe uma perspectiva multidimensional da desigualdade social, que leva em conta não apenas as questões de classe, mas também aquelas relativas a gênero, raça e outros marcadores sociais. Este estudo, calcado em diálogo crítico com autores que pautam o debate contemporâneo, apresenta um duplo objetivo. Primeiro, revisita a literatura sobre as mudanças recentes ocorridas no Brasil para, em seguida, propor uma interpretação dos acontecimentos que permita uma visão ampla e articulada dos fatos.

[08/04/2025 07:00:00]
Matérias relacionadas
Professora e pesquisadora Regina Dalcastagnè empreende uma análise crítica calcada no dialogismo estabelecido pelos textos entre si
Encontro gratuito da Seiva mediado por Tatiany Leite traz como tema o 'universo invisível' que existe nos bastidores da publicação de um livro
Barba se aprofunda nos vínculos entre passado e presente, no que deixamos para trás, no que não deve ser perdido ou não pode ser perdoado
Leia também
Ing Lee convida jovens leitores a conhecerem o universo do seu irmão caçula, João
Autora mostra que, muitas vezes, é preciso ser corajoso não para enfrentar um grande perigo, mas para superar as dificuldades que surgem no cotidiano
Leo Cunha e Raquel Matsushita criam uma personagem que se questiona, experimenta espaços nas palavras, assume papéis e se transforma