Luiz Carlos Freitas mescla ficção e realidade para conceber um livro impactante, profundo, desafiador em 'Confissões de um cadáver adiado'
Em
Confissões de um cadáver adiado (Urutau, 315 pp, R$ 66), o escritor e jornalista gaúcho Luiz Carlos Freitas mescla ficção e realidade para conceber um romance autobiográfico impactante, profundo, desafiador. Em seu décimo primeiro livro, ele mergulha fundo na alma humana, expõe nossos medos mais secretos, as idiossincrasias e as fragilidades, disseca temas comuns a todos: vida e morte, fé e ceticismo, amor e ódio, egoísmo e generosidade. Freitas parte da experiência pessoal com a luta contra cânceres sucessivos para compor um painel humano devastador e cruel, sem perder a ternura e a esperança. Por meio do seu alter ego, Lucas Portugal, ele disseca o passado, recupera traumas ocultos no subconsciente, se rende à verdade até então camuflada, se liberta de amarras imemoriais. Freitas transforma um drama pessoal em uma narrativa a um só tempo pungente, introspectiva, cativante, perturbadora.