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Festival Poesia em Presença ocupa o Instituto Tomie Ohtake
PublishNews, Redação, 16/07/2024
Evento ocorre simultaneamente à exposição 'Gira da Poesia: 15 anos de slam no Brasil', com batalhas de slam, oficinas, debates e performances

Festival acontece simultaneamente à exposição Gira da Poesia: 15 anos de slam no Brasil | © Sergio Silva
Festival acontece simultaneamente à exposição Gira da Poesia: 15 anos de slam no Brasil | © Sergio Silva
O festival Poesia em presença – Entre cenas, slam, spoken word e rap e a exposição Gira da Poesia – 15 anos de slam no Brasil inauguram o programa "palavra palavra palavra" do Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. O programa contará ainda, no segundo semestre de 2024, com a mostra "Mira Schendel – Esperar que a letra se forme" e o lançamento da publicação Caderno-ensaio 2: Palavra. O festival Poesia em presença entra em cartaz no dia 19 de julho e fica até o dia 8 de setembro. É possível visitar a exposição de terça à domingo, das 11h às 19h, no Instituto Tomie Ohtake (Rua Coropé, 88 – São Paulo / SP).

Com curadoria da atriz, MC, compositora e ativista Dani Nega, o festival oferece ao público uma oportunidade única de acompanhar diversas oficinas, debates e performances, além de alguns dos mais representativos slams do país, como Slam Coalkan, ZAP! Slam, Menor Slam do Mundo, Slam da Guilhermina, Slam das Mulé e o Slam do Corpo, numa programação que abraça não só a cena do slam na cidade, mas a quem interessar vivenciar a potência da poesia falada.

Nomes como a artista, roteirista e slammer Renata Tupinambá, a atriz e diretora de teatro Aysha Nascimento, a escritora, professora e ativista Amara Moira, o escritor Marcelino Freire, o slammer e rapper do lendário grupo de rap Záfrica Brasil, Gaspar, e poetas como Pi Eta Poeta e Poliana Hérica (APÊAGÁ) são algumas das presenças confirmadas.

Dani Nega lembra que “o teatro, o slam, o spoken word e o rap, como a grande maioria das artes da cena, têm em comum a presença, essa mandinga ancestral. É na presença que as poéticas ressoam, é na presença que a gira se move e acontece. É urgente que essas vozes ecoem para além de seus territórios de origem; é urgente que esse ato de registrar, documentar e apresentar nossa linda e árdua história reverbere em todas as encruzilhadas possíveis”, completa.

Confira a programação completa no site do Instituto Tomie Ohtake.

A exposição "Gira da Poesia – 15 anos de slam no Brasil" foi originalmente realizada no Museu de Arte do Rio – MAR, pela Festa Literária das Periferias – Flup, em 2023. Com curadoria de Julio Ludemir, Luiza Romão e Roberta Estrela D’Alva, a mostra ganha novos contornos na versão paulistana, expandindo-se por estruturas de andaime ao redor da arena/palco que abrigará as batalhas e outros encontros do festival Poesia em presença.

Com mais de 400 itens, a exposição é dividida em 10 eixos condutores, trazendo ao público um olhar sobre a trajetória do poetry slam desde sua chegada no Brasil em 2008, até a atualidade, destacando a produção, a circulação e a recepção do movimento no país. Do início do movimento em Chicago, nos EUA, passando pelos primeiros saraus em São Paulo, a disseminação pelas ruas do país, a criação de slams com recorte de gênero e outros novos formatos, a chegada nas escolas e nas universidades, os campeonatos estaduais, o nacional e os internacionais realizados no país são alguns dos eixos construídos por meio de recortes de memórias, depoimentos, flyers, folders, peças de vestuário, troféus e medalhas de campeonatos, fotos, vídeos, livros, zines, discos e recortes de jornal. Entre as obras apresentadas, destaca-se o grande tecido bordado pelo Coletivo Nós ReAle, com os nomes dos mais de 450 slams existentes no país.

Segundo Roberta Estrela D’Alva, “não se trata apenas de uma retrospectiva cronológica. A mostra destaca as relações das comunidades de slam e seus agentes, considerando os aspectos estéticos, políticos, sociais e culturais em meio a rapidez com que esse movimento se alastrou por todo o país com enorme impacto principalmente no público jovem e periférico”, comenta. Entre as imagens, ganha ênfase especial os registros poéticos do fotógrafo Sérgio Silva que perpassam toda a exposição e colaboram de maneira decisiva na construção da narrativa da mostra.

[16/07/2024 10:00:00]
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