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Um clássico da literatura de guerra
PublishNews, Redação, 08/05/2024
Depois de anos fora de catálogo, um dos mais impactantes relatos da Primeira Guerra Mundial, 'Tempestades de aço', de Ernst Jünger, é lançado pela Carambaia

Em 1915, um entusiasmado Ernst Jünger (1895-1998) partiu da Alemanha para o front francês da Primeira Guerra Mundial. A experiência nas trincheiras desse premiado autor alemão é o tema do Tempestades de aço (Carambaia, 328 pp, R$ 139,90), um dos mais conhecidos relatos sobre o conflito, traduzido por Marcelo Backes, também responsável pelas notas e o posfácio. Ao contrário de boa parte dos livros de temática bélica, o relato de Jünger não carrega traço algum de pacifismo ou vitimização – mesmo ele tendo sido ferido 14 vezes durante o conflito. A guerra, em sua visão, é o terreno da bravura e da masculinidade, um rito inerente ao ser humano e que beira o espetáculo. Tempestades de aço, um testemunho minucioso da vivência nas trincheiras, foi publicado logo depois da guerra, em 1920, com impacto imediato, tanto na Alemanha quanto internacionalmente. A maestria do relato, que pode ser lido como um thriller de pura ação, com narrações emocionantes como a da lendária batalha do Somme, encantou autores como André Gide, que o considerou “o melhor livro de guerra que já li”, e Jorge Luis Borges, que fez questão de visitá-lo no interior da Alemanha, onde vivia, para cumprimentá-lo.

[08/05/2024 07:00:00]
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