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Entidades do livro emitem nota de repúdio contra censura no país
PublishNews, Redação, 08/03/2024
Abigraf, Abrelivros, ABRALE, ANL, CBL, LIBRE e SNEL se manifestaram de maneira conjunta

As entidades do livro emitiram uma nota de repúdio contra a censura de livros no contexto dos recolhimentos do livro O avesso da pele (Companhia das Letras), de Jeferson Tenório, de escolas de ensino médio no país.

"Trata-se de um inaceitável ataque à liberdade de expressão, pilar fundamental para a democracia e para o desenvolvimento de um país", diz a nota, assinada por Abigraf, Abrelivros, ABRALE, ANL, CBL, LIBRE e SNEL.

Vencedor do Prêmio Jabuti de 2021, o livro ganhou as manchetes dos jornais ao ser alvo de tentativas de censura no Rio Grande do Sul, Paraná e outros estados ao longo da semana.

Desde o final de semana, o assunto ganhou repercussão nas redes sociais e viu a manifestação de diversos autores e profissionais do livro.

Nota de repúdio à censura de livros

"A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), a Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), a Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos (ABRALE), a Associação Nacional de Livrarias (ANL), a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) repudiam toda e qualquer forma de censura a livros. Trata-se de um inaceitável ataque à liberdade de expressão, pilar fundamental para a democracia e para o desenvolvimento de um país.

Também é importante destacar que as obras literárias e didáticas distribuídas gratuitamente pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), um dos maiores programas educacionais do mundo que beneficia cerca de 35 milhões de crianças e jovens de todo o Brasil, passam por um rigoroso processo de avaliação técnica, que prioriza a transparência e a integridade, e também por uma produção editorial de excelência. Após seleção do programa federal, os títulos são avaliados e escolhidos pelos professores de mais de 138 mil escolas públicas.

Censurar livros é atacar a democracia, a liberdade de expressão e a formação de cidadãos e cidadãs. O futuro do Brasil e o combate às desigualdades sociais dependem do crescimento intelectual amplo e igualitário de sua população, onde o livro tem um papel imprescindível."

[08/03/2024 11:20:00]
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