Publicidade
Varejo de livros fechou 2023 no Brasil com quedas no volume de vendas e no faturamento
PublishNews, Redação, 18/01/2024
Destaque de 2023 foi a variação de preço médio, que fecha ano positiva em 6,83%, segundo o Painel do Varejo de Livros no Brasil​

Volume de vendas em 2023 teve quedas em todos os períodos em relação a 2022 | © Nielsen / SNEL
Volume de vendas em 2023 teve quedas em todos os períodos em relação a 2022 | © Nielsen / SNEL
O ano de 2023 para o varejo de livros no Brasil fechou em declínio, segundo o Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2023, pesquisa realizada pela Nielsen BookScan e divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL). O painel registrou um volume de livros 7,13% menor que em 2022 e um faturamento 0,78% menor.

Em números reais foram 54,43 milhões de livros movimentados contra 58,61 milhões, e uma arrecadação de R$2,52 bilhões contra R$2,54 bilhões. O que ajudou o faturamento a não ter uma queda maior foi a inflação. Outro destaque foi a variação de preço médio, que fecha ano positiva em 6,83% – desde 2016, é a primeira vez que o crescimento do preço médio do livro fica acima da inflação.

Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

O último período do ano de 2023, divulgado nesta quinta-feira (18), marcado pelo Natal, conseguiu movimentar uma bibliodiversidade 1,69% maior, mas não conseguiu superar o volume e o faturamento alcançado no período 13 em 2022.

Em 2022, o período 13 apresentava um volume de 5,77 milhões de livros e um faturamento de R$270,69 milhões. Já em 2023, o volume de venda foi de 4,99 milhões de livros, arrecadando R$263,40 milhões, uma variação negativa de 13,41% em volume e 2,69% em valor.

Ismael Borges, Country Manager da divisão BookScan Brasil, comenta: “falava-se que apenas um milagre de fim de ano salvaria 2023 de um resultado inferior ao ano anterior. Ele não aconteceu. Dezembro performou pior que o mesmo período do ano anterior. Mesmo derrubando o desconto para o menor patamar assistido no ano, dezembro pesou um pouco mais no número final, culminando no segundo pior acumulado do ano, tanto em volume quanto em valor. O destaque absoluto vai para o preço médio do livro, que pela primeira vez desde 2016 fecha o ano acima da inflação”.

“Mesmo que o acumulado de 2023 não tenha alcançado os números do ano anterior, o mercado editorial atravessou o ano em buscas de alternativas que pudessem ocupar, mesmo que parcialmente, o lugar de livrarias físicas e virtuais que saíram do mercado. As feiras e festivais literários e a movimentação contínua de influenciadores digitais no último ano mostram também que o mercado tem espaço para rejuvenescer e encontrar novos leitores” afirmou o presidente do SNEL, Dante Cid, também em nota.

Para a realização do Painel, os dados são coletados diretamente do “caixa” das livrarias, e-commerce e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente em formato de banco de dados. Após o processamento, os dados são enviados online e atualizados semanalmente.

Clique aqui para acessar o Painel 13.2023.

[18/01/2024 10:50:59]
Matérias relacionadas
Empresários ouvidos pelo PublishNews se dividem entre aqueles que projetam consequências catastróficas e quem já começou a se adaptar às possíveis novas regras
Levantamento conduzido pela Nielsen BookScan ainda registra crescimento mesmo sem considerar as vendas dos livros de colorir, que encabeçaram listas de mais vendidos
Juntos, os quatro títulos da coleção ‘Bobbie Goods’ venderam mais de 1,5 milhão de exemplares apenas no varejo; completa o top 5 o devocional ‘Café com Deus Pai 2025’
Leia também
Catálogo reunirá publicações de editoras internacionais especializadas em livros de arte, como Abrams, Rizzoli, Assouline, Phaidon e Thames & Hudson, além das alemãs Taschen e TeNeues
Ambas contemplam o mesmo escopo; uma é para trabalhar em Recife e a outra em Belo Horizonte
Empresários ouvidos pelo PublishNews se dividem entre aqueles que projetam consequências catastróficas e quem já começou a se adaptar às possíveis novas regras