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Reflexões de Hermann Hesse sobre o cotidiano e o ofício de escrever
PublishNews, Redação, 15/09/2023
Traduzido por Lya Luft e com prefácio de Marco Lucchesi, 'Felicidade' traz uma série de reflexões do prêmio Nobel de Literatura sobre o seu dia a dia e a escrita

Um autor refletindo sobre o cotidiano e o ofício de escrever. Este é o Hermann Hesse de Felicidade (Record, 140 pp, R$ 54,90 – Trad.:Lya Luft). Nestas pequenas histórias ― ou reminiscências ― encontramos o autor em sua escrivaninha lendo as cartas de seus leitores, cartas por vezes melancólicas, engraçadas ou espirituosas; em seu jardim, com roupas surradas, recebendo o autor francês André Gide; ou refletindo sobre o sentido de algumas palavras, como felicidade, ou sobre o motivo de ter usado uma determinada expressão em uma obra escrita há mais de 25 anos, o que o leva a pensar sobre sua rígida educação religiosa. Escritas entre 1947 e 1961, estas histórias mostram um Hesse maduro, preparando-se para enfrentar a ideia de morte; um Hesse humanitário, que faz pequenos livros personalizados com poemas e desenhos, cuja venda seria revertida em ajuda para pessoas em países em guerra: para ele, cada traço ou palavra representava um prato de comida ou remédios para famintos e doentes. Nesta antologia de pequenos textos, traduzida pela aclamada Lya Luft e com prefácio de Marco Lucchesi, o leitor assiste, em prosa e verso, ao autor tratar de um tema que lhe era particularmente caro, mas que também diz respeito a cada um de nós. Quem já não se interrogou se é feliz ou se alguma vez o foi? E quem não sentiu dificuldade ao tentar circunscrever o significado da felicidade ao definir o que é para si felicidade?

[15/09/2023 07:00:00]
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