Publicidade
A vida de Alexis de Tocqueville
PublishNews, Redação, 13/09/2023
Em 'O homem que compreendeu a democracia', o leitor conhece a história de Alexis de Tocqueville e o percurso que o levou a ser um dos grandes teóricos da democracia norte-americana

De origem nobre e nascido no final do turbulento período de Terror da Revolução Francesa, Alexis de Tocqueville teve muitos de seus familiares presos e até mortos na guilhotina no período que antecedeu o estabelecimento da Primeira República Francesa, em 1794. E mesmo testemunhando o morticínio que levou à mudança de regime, foi uma voz importante de defesa do sistema democrático em detrimento da aristocracia. Em 1831, aos 25 anos, Alexis de Tocqueville viajou para os EUA e observou a realidade palpável de uma democracia em funcionamento. Impactado pelos acontecimentos de seu tempo, tornou-se um estudante apaixonado e participante ativo da política liberal. Olivier Zunz, um dos maiores especialistas em Tocqueville, observa as tentativas desse grande pensador de aplicar as lições de sua obra clássica A democracia na América na política francesa, além de mostrar como os EUA, e não só a França, ocuparam um lugar central no pensamento e nas ações de Tocqueville ao longo de sua trajetória. O homem que compreendeu a democracia (Record, 506 pp, R$ 144,90 - Trad.: Carlos Eugênio Marcondes de Moura) é uma biografia completa do aristocrata francês que se tornou um dos maiores defensores da democracia. Ao pesquisar a combinação única entre a filosofia e a ação política de Tocqueville, em fontes francesas e americanas, Zunz oferece um retrato cheio de nuances do homem que lutou incansavelmente a favor do único sistema que acreditava poder proporcionar tanto liberdade quanto igualdade.

[13/09/2023 07:00:00]
Matérias relacionadas
No livro, Don Norman identifica as métricas econômicas que contribuem para os efeitos nocivos da industrialização e propõe uma mudança de paradigma no que consideramos importante
Livro conta história real e impactante sobre esperança e resiliência
Azar Nafisi revisita as memórias da época em que lecionou literatura no Irã, de 1979 até 1981, quando foi expulsa da faculdade por se recusar a usar o véu
Leia também
Alternando constantemente entre diferentes linhas do tempo e realidades virtuais, a obra para expande o imaginário em torno dos sombrios sacerdotes tecnológicos introduzidos como vilões na saga Incal
Parceria de Ren Nolasco e Márcio Moreira transforma enredo numa viagem visual pelos confins do sonho e da realidade
Nova publicação da Bebel Books apresenta um apanhado da sua produção diária na 'Folha de S. Paulo' de 2017 a 2025