Publicidade
Bienal do Livro Rio homenageia o PNLD e Ana Maria Gonçalves
PublishNews, Talita Facchini, 1º/09/2023
Ao som da bateria da Portela, edição comemorativa de 40 anos da Bienal contou com discursos de Eduardo Paes, Nadja Cezar, Fabiano Piúba e Dante Cid

Escola de samba Portela animou a cerimônia de abertura da Bienal do Livro Rio 2023 | © Bienal
Escola de samba Portela animou a cerimônia de abertura da Bienal do Livro Rio 2023 | © Bienal
A edição comemorativa de 40 anos da Bienal do Livro Rio está oficialmente aberta. Com uma declaração oficial de Patrimônio Cultural da Cidade, a cerimônia de abertura do evento nesta sexta-feira (1º) contou com apresentação teatral de autores, influenciadores e personalidades, além de homenagem, ao som da Portela, à escritora Ana Maria Gonçalves e ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

“A Bienal sempre se portou como espaço de vanguarda, se preocupando com o desenvolvimento da cultura e da educação. Aqui, temos o livro como ponto de partida e maior protagonista”, disse Dante Cid, presidente do SNEL, realizador do evento junto com a GL Events, em seu discurso.

Este ano, o Prêmio José Olympio – que reconhece personalidades e instituições com notáveis contribuições em prol do mercado editorial brasileiro – foi dado ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e recebido pela secretária-geral do FNDE, Nadja Cezar.

Mais um ano presente na cerimônia de abertura da Bienal, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, comemorou poder voltar ao evento em “um novo momento no qual o Brasil volta a respirar a liberdade”. “Acho que essa é a alma desse espaço, a liberdade”, disse. Paes relembrou ainda o episódio de censura que marcou a Bienal de 2019, as dificuldades enfrentadas na edição de 2021, quando a pandemia ainda provocava incertezas, e frisou que precisamos continuar atentos às ameaças ao livro – citando o governo de São Paulo em relação ao PNLD.

Público na cerimônia de abertura | © Bienal do Livro Rio
Público na cerimônia de abertura | © Bienal do Livro Rio
Ao som da Portela, Ana Maria Gonçalves, autora mineira do clássico contemporâneo Um defeito de cor (Record), que será tema do desfile da escola de samba no Carnaval de 2024, agradeceu a homenagem e lembrou que o mercado editorial ainda tem um longo caminho para percorrer. “Apesar de nos últimos anos o mercado do livro ter se modificado para acolher a diversidade na literatura, ele continua sendo controlado por homens brancos, héteros, cis e sudestinos”, disse. “A gente precisa prestar muita atenção em quais são as histórias que a gente tá contando, para que essas histórias sejam também parte da formação do imaginário de um país”.

[01/09/2023 13:20:00]
Matérias relacionadas
Em sua coluna, Henrique Rodrigues analisa alguns fatos da área do livro e leitura ocorridos em 2025
Dentre os destaques, temos Mercado Livre, Livraria Cultura, inteligência artificial e prêmio do BookTok
Prestes a completar 70 anos, 50 dedicados à literatura infantil, Bia Bedran leva as suas histórias musicadas a escola pública no subúrbio do Rio de Janeiro
Leia também
Artes visuais da 10ª edição da maior festa literária da Bahia serão inspiradas nas ilustrações de Calasans Neto, que acompanham as obras da escritora desde seu primeiro livro ‘Marinhas’ (1964)
Título abre o catálogo infantil da editora em 2026 e passa a integrar o Programa de Formação Leitora Maralto, voltado para escolas de todo o país
Obra propõe leitura da China a partir de suas tradições filosóficas e culturais, em contraponto à análise exclusivamente ocidental e terá evento em março, no Rio de Janeiro