Passado e futuro interligados compõem uma teia narrativa sobre a convoluta história de uma família na São Paulo dos séculos XX e XXI
Ambientado em um tempo futuro,
Das coisas definitivas (Record, 320 pp, R$ 64,90), passado e futuro interligados compõem uma teia narrativa sobre a convoluta história de uma família na São Paulo dos séculos XX e XXI. A obra volta ao tempo presente, a partir da segunda metade do século XX, para falar de Julio Dansseto, personagem fictício mas que protagoniza fatos importantes da política brasileira que determinaram os rumos do país. O dia de sua morte está no centro dos acontecimentos do romance, que se ergue sobre a desconstrução de uma época e de uma família, de um modo de ser e ver o mundo. De um ponto à frente no tempo, enxergando destinos já cumpridos, o “desconstrutor” aposentado João Robert da Cruz Bamalaris está interessado em desvendar a origem de grandes mudanças no curso da História, que julga terem ocorrido a partir da morte do grande homem público Julio Dansseto. Do já vivido, os episódios que se sucedem, de maneira apenas aparentemente aleatória, guardam insuspeitas relações de causa e efeito.
Das coisas definitivas é uma trama polifônica que se ergue sobre a desconstrução de uma época e de uma família, de um modo de ser e ver o mundo.