Roberto Machado investiga em 'Proust e as artes' a filosofia em forma literária do escritor francês
A literatura, a pintura e a música desempenham papel central na obra de Marcel Proust. Escritores, pintores e compositores, reais e imaginários, surgem nas páginas de
Em busca do tempo perdido como indutores de uma reflexão estética apurada, que não se esgota nas necessidades do enredo ou nas muitas passagens ensaísticas. A literatura de Proust é ela mesma a síntese de procedimentos pictóricos e musicais — como as pinceladas num quadro impressionista ou a estrutura de uma peça musical. Eis o que demonstra com maestria Roberto Machado na obra
Proust e as artes (Todavia, 240 pp, R$ 74,90), capaz de guiar o leitor, com extrema clareza e profusão de exemplos, pelas nuances de um monumento da literatura ocidental. A escrita de Roberto Machado se caracteriza pela clareza de ideias, talento lapidado em décadas de trabalho como pesquisador e professor.