Tierno Monénembo, nascido na Guiné, fala da história afro-brasileira, fundada no tráfico e na escravidão
Um dos raros autores falantes de francês a escolher o Brasil como interlocutor foi Tierno Monénembo, nascido na Guiné. Ele escreveu oito livros ao todo e foi premiado com o prêmio Renaudot de 2008 por
O rei de Kahel. Lançado em nova edição, ele escreve em seu livro
Pelourinho (Nós, 192 pp, R$ 70, Trad.: Mirella do Carmo Botaro) sobre a história afro-brasileira, fundada no tráfico e na escravidão, sendo esse o tema central de seu romance. Originalmente lançado em 1995, o romance coloca agora também à disposição do público brasileiro o radical deslocamento de perspectivas que o celebrado escritor guineano opera em seus caminhos transatlânticos, já que aqui é a África que se volta à diáspora em busca de sua ancestralidade.