Publicidade
Ver e não enxergar
PublishNews, Redação, 25/11/2022
Novo livro de Lilia Moritz Schwarcz aborda branquitude e antirracismo para leitor infantojuvenil

O livro Óculos de cor (Companhia das Letrinhas, 144 pp, R$ 54,90 - Ilustração: Suzane Lopes) trata de branquitude para leitores pré-adolescentes (a obra é recomendada para crianças a partir de nove anos). Escrito pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, professora da Universidade de Princeton e da Universidade de São Paulo (USP), a obra conta a história do encontro entre Alvo e Ebony para convidar o leitor a fazer um percurso de reflexão sobre temas importantes na agenda brasileira se quisermos um país mais justo, igualitário e com mais qualidade de vida para todos e todas. “O lugar simbólico das pessoas brancas é de tal maneira enraizado que passa a ser ‘naturalizado’ e nunca questionado. ‘Ver’ é uma capacidade biológica, mas ‘enxergar’ não passa de uma opção política, cultural e social. Alvo, o personagem principal do livro, não consegue ‘enxergar’ cores. Isso porque ‘enxergar’ pode implicar um processo difícil e doloroso. Mas essa é uma trajetória – individual e da sociedade brasileira – necessária e urgente, pois precisamos aprender, desde a infância, como o racismo presente em nossa sociedade precisa ser combatido por todos. É isso que queremos construir: um país mais justo, igual e democrático”, explica a autora.

[25/11/2022 07:00:00]
Matérias relacionadas
Waldete Tristão e Rodrigo Andrade se unem novamente nesta obra de referência sobre ancestralidade africana e educação antirracista para crianças
Inspirada por sua própria história, a cantora, multi-instrumentista e, agora, escritora, Laufey, constrói uma narrativa sobre encontrar a força interior para transformar os medos em uma linda melodia
Dois grandes nomes da literatura infantil brasileira contemporânea se unem para contar uma história repleta de criatividade
Leia também
Depois de trinta anos, Chizmar continua sendo a única pessoa com quem o serial killer de sua cidade se abre
Antes protagonista, Samantha se torna uma espectadora forçada de uma nova versão da história
Na mesma tarde em que esfaqueia sete vezes um invasor inesperado em sua sala de estar, ela ainda precisa organizar a festa de aniversário do filho de quatro anos