Fundadora das editoras Biruta e Gaivota, Eny Maia morre aos 82 anos
PublishNews, Redação, 04/10/2022
Formada em pedagogia, Eny foi professora, coordenadora pedagógica, consultora da área educacional e editora de obras infantojuvenis

Eny Marisa Maia, sócia e fundadora das editoras infantojuvenis Biruta e Gaivota, faleceu no fim da tarde desta segunda (03), aos 82 anos. A causa da morte não foi divulgada.

Eny nasceu em 1940, no Rio de Janeiro. Formou-se em pedagogia e, desde cedo, dedicou-se à educação, área na qual fez mestrado e doutorado. Foi professora alfabetizadora, coordenadora pedagógica, pesquisadora e consultora da área educacional e secretária de Educação do município de São Paulo. Em 2000, em parceria com sua filha Mônica Maluf, fundou a Editora Biruta.

Após algumas publicações para adultos nas áreas de educação e cultura, Eny se encantou pelo universo infantojuvenil, e foi valorizando a inteligência de crianças e jovens que a Biruta cresceu, ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais e tornou-se referência de qualidade artística e literária. Em 2011, fundou o selo Gaivota.

Nas redes sociais, a editora Biruta homenageou sua fundadora e destacou que ao longo dos últimos 22 anos, Eny selecionou e publicou textos de autores consagrados, mas especialmente abriu espaço para novos autores e ilustradores, publicando obras que conquistaram leitores e foram reconhecidas com inúmeros prêmios.

Segundo nota à imprensa, durante toda a vida Eny foi uma mulher que lutou pelo que acreditava, “sempre de maneira bem-humorada, generosa e acolhendo todos à sua volta”. “Sua morte é uma grande perda para seus amigos e familiares e também para as áreas educacional e de literatura infantojuvenil”, completa a editora.

O velório ocorreu das 9h às 12h, no Cemitério Morumby.

Tags: Biruta, Gaivota
[04/10/2022 17:00:00]
Matérias relacionadas
No dia em que completa 16 anos, Marieta vive o auge da própria autoestima até começar a ouvir a voz do narrador de sua vida
No livro, Marieta inicia uma transformação delicada: aprende que crescer não é cumprir uma missão grandiosa, mas reparar vínculos, escutar o outro e reaprender a estar junto
Livro é uma história de não ficção ilustrada que une ciência, imaginação e cotidiano
Leia também
Autor transformou a maneira de compreender o passado ao dar protagonismo às vozes anônimas e aos personagens frequentemente esquecidos pela história oficial
Discípula de Antonio Candido (1918-2017), a professora emérita e pesquisadora ajudou o Brasil a ler e compreender a obra de Mário de Andrade
Vítima de um câncer, escritor e jornalista será velado na sede da Academia Pernambucana de Letras, onde ocupava uma cadeira desde 2004