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Trajetória assassina
PublishNews, Redação, 19/09/2022
Obra do true crime, 'O bom enfermeiro' pinta um retrato vívido da loucura e oferece um vislumbre penetrante do sistema de saúde norte-americano ao contar a história do serial killer Charlie Cullen

O enfermeiro Charlie Cullen sempre foi uma pessoa de múltiplas facetas. Foi um filho exemplar, um pai querido, um amigo confiável e um profissional admirado por seus colegas. Também viria a ser o serial killer mais letal da história dos EUA, com envolvimento na morte de cerca de 400 pacientes. Sua trajetória assassina durou 16 anos, ao longo dos quais ele pulou de hospital em hospital para apagar seus rastros e continuar matando.

Quando o “Anjo da Morte” ― como foi apelidado pela imprensa ― recebeu a sentença final e foi levado para a viatura da polícia em março de 2006, parecia que os segredos sinistros de sua vida, carreira e captura desapareceriam com ele. Então, em um trabalho instigante que levou dez anos para ser concluído, o jornalista investigativo Charles Graeber contou a história completa pela primeira vez.

Baseado em centenas de páginas de registros policiais sigilosos, entrevistas e gravações, bem como conversas exclusivas com Cullen diretamente da cadeia e com um informante que ajudou a detê-lo, O bom enfermeiro (Intrínseca, 416 pp, R$ 69,90 - Trad.: Marina Vargas) tece uma trama urgente e sombria de assassinato, amizade e traição.

No último trimestre do ano, a adaptação cinematográfica de O enfermeiro da noite chega à Netflix. Estrelado pelos vencedores do Oscar Eddie Redmayne (Animais Fantásticos / A garota dinamarquesa) e Jessica Chastain (Os olhos de Tammy Faye).

[19/09/2022 07:00:00]
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