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A interseccionalidade como teoria social crítica
PublishNews, Redação, 13/07/2022
Patricia Hill Collins apresenta em 'Bem mais que ideias' um conjunto de ferramentas analíticas necessárias para que o conceito de interseccionalidade se torne uma teoria social crítica capaz de abordar problemas sociais contemporâneos

Após a consolidação da interseccionalidade como campo de investigação, é necessário que o conceito se torne uma teoria social crítica capaz de abordar problemas sociais contemporâneos e apontar as mudanças necessárias para solucioná-los. Em Bem mais que ideias (Boitempo, 424 pp, R$ 97 – Trad.: Bruna Barros), a socióloga Patricia Hill Collins apresenta um conjunto de ferramentas analíticas para impulsionar essa mudança. Dividida em quatro partes, a obra busca fornecer ferramentas conceituais para a construção teórica da interseccionalidade, o que inclui um vocabulário básico para trazer uma gama de agentes sociais para a mesa da construção teórica e a noção do que são interseccionalidade e teoria social crítica. Em seguida, o livro diz como o poder epistêmico afeta os limites e a possibilidade da resistência intelectual. A ação social é então mostrada como aspecto importante da teorização da interseccionalidade. Por último, é abordada a relacionalidade como tema central dentro da interseccionalidade e seu compromisso com a justiça social. Algo que, na visão da autora, precisa ser construído.

[13/07/2022 07:00:00]
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