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Uma obra elegantemente formulada sobre ficar chapado
PublishNews, Redação, 08/06/2022
Em 'O porquê das drogas', Øystein Skjælaaen desafia as percepções sobre a importância da alteração da consciência tanto para os indivíduos quanto para a sociedade

Algumas pessoas vão ao pub com os colegas de trabalho numa sexta à noite, outras usam heroína em um parque. Alguns vão em uma viagem de vinho à Toscana, outros tomam MDMA e dançam numa floresta até a exaustão. Por que em nossa cultura algumas formas de intoxicação são aceitas, enquanto outras são proibidas? Desde os tempos antigos e em todas as culturas conhecidas, as pessoas procuraram formas de alteração da consciência. A maior parte da população aceita e prática alguma forma de prazer ligado às substâncias tóxicas, de uma taça de vinho às drogas ilícitas. São momentos de pausa no trabalho que levam à liberdade e conexão — o que nos ajuda. Porém, todos conhecem alguém para quem o álcool e as drogas são sinônimos de dor, vergonha e tristeza. O uso de substâncias tornou-se um meio de enfrentamento da vida cotidiana — e de vício. Øystein Skjælaaen pesquisou e trabalhou com intoxicantes, porém também escreve sobre suas próprias experiências. Através de estudos, entrevistas e relatos pessoais, O porquê das drogas (Rua do Sabão, 213 pp, R$ 60 – Trad.: Leonardo Pinto Silva) desafia as percepções sobre a importância da alteração da consciência, tanto para os indivíduos quanto para a sociedade.

[08/06/2022 07:00:00]
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