Publicidade
Relatos sobre o Massacre Racial de Tulsa
PublishNews, Redação, 31/05/2022
Em 'A nação precisa acordar', Mary Parrish recupera a memória perdida no ocorrido apresentando entrevistas com os sobreviventes

Entre 31 de maio e 1º de junho de 1921, um número ainda hoje desconhecido de moradores negros do próspero distrito de Tulsa foi executado e enterrado em valas comuns por cidadãos brancos. O ataque sem precedentes contra civis negros contou com a conivência da polícia local, ocupada apenas em proteger as casas que faziam parte do cinturão branco da região. O estopim do massacre foi a divulgação falaciosa de que um jovem negro havia agredido uma ascensorista branca. Ignorado pela imprensa, o morticínio, assim como a responsabilização dos agressores, caiu no esquecimento. A fim de recuperar essa memória escondida por 100 anos, a obra A nação precisa acordar (Fósforo, 152 pp, R$ 59,90) parte do relato de Mary Parrish e apresenta suas entrevistas com os sobreviventes, bem como o posfácio de sua neta, Anneliese M. Bruner. O livro é um esforço para dar visibilidade ao massacre, inserindo-o na história dos EUA e das relações raciais mundo afora.

[31/05/2022 07:00:00]
Matérias relacionadas
Publicado em 2008 pela extinta Cosac & Naify, 'O livro amarelo do terminal', da jornalista e escritora paulistana, volta às livrarias em nova edição da Fósforo, com projeto gráfico renovado
Livro conta história real e impactante sobre esperança e resiliência
Joseph Brodsky se lança em uma febril reflexão sobre a história da civilização
Leia também
Livro é resultado de quase três décadas de trabalhos, aprendizados, estudos e reflexões do ambientalista Luiz Villares
Pedro Kalil articula teoria da literatura, teoria do cinema e teoria do teatro a partir de uma perspectiva feminista
Prosa polifônica de Valarelli Menezes mostra mais da história da Companhia Teatral Ueinzz