Em obra independente, a autora Francine Cruz analisa como a poeta Ana Cristina Cesar ressignifica o biografismo e qual a interferência disso em sua escrita
O biografismo tem sido um problema nos estudos literários, uma vez que a crítica tende, muitas vezes, a relacionar a biografia do autor com sua obra. Tal relação pode ocasionar interpretações equivocadas ou superficiais, desconsiderando a literariedade e o trabalho estético da obra. Questionando essa tendência, Ana Cristina Cesar, poeta cuja obra geralmente é definida como uma fusão de vida e poesia, reconhece sua obra como biográfica. Porém, em seu trabalho estético e literário isso se dá através de uma ressignificação poética do biografismo. Em
A obra poética de Ana Cristina Cesar (Donizela, 96 pp, R$ 29,09), Francine Cruz analisa como a autora ressignifica o biografismo e qual a interferência disso em sua poética, partindo dos conceitos de personalização, biografismo, despersonalização e desconstrução até a análise de alguns poemas da autora.