Publicidade
Livro de contos é precursor do feminismo nos EUA
PublishNews, Redação, 09/03/2022
Lançado pela americana Charlotte Perkins Gilman em 1892, 'O papel de parede amarelo' discute temas que só ganhariam uma agenda de debates no século seguinte

Publicado originalmente em 1892 numa revista de literatura, O papel de parede amarelo é considerado um texto precursor da literatura feminista nos EUA. Escrito por Charlotte Perkins Gilman (1860-1935), ganha nova edição brasileira, com contos agregados, em O papel de parede amarelo e outras histórias (Bazar do Tempo, 160 pp, R$ 44,00; Trad.: Heloisa Seixas). A narradora é uma mulher confinada em um quarto pelo marido, durante todo um verão, porque ele, que é médico, diagnosticou um quadro de “depressão nervosa temporária” e “tendências histéricas". A reclusão das mulheres por alegadas doenças era um recurso comum para maridos opressores no século XIX. Ela começa então a escrever um diário, e são essas páginas que discutem questões feministas muito tempo antes de ser criada qualquer agenda para isso. O título faz menção ao revestimento do quarto, sob o qual ela acredita que outras mulheres na mesma situação também se escondem.

[09/03/2022 07:00:00]
Matérias relacionadas
Atividade integra as comemorações pelos 40 anos da instituição e oferece formação para interessados em literatura e escrita criativa
A ideia de 'Contos para ler em voz alta' surgiu das lembranças de Rafael Nagime no colo da avó Hilda, ao ouvir histórias supostamente reais que mais pareciam contos tirados de algum livro
As histórias, várias delas eivadas de bom humor, vão num crescendo, até culminar no conto final, o mais grave e dramático
Leia também
Ana Laura vai precisar de mais do que apenas talento: será preciso muita coragem para lidar com os fantasmas da vida adulta e muita determinação para mostrar sua voz para o mundo e conquistá-lo de vez.
Com prosa cirúrgica, Katie Kitamura nos dá um romance que esmiúça a construção de nossas identidades e o custo de manter as máscaras que escolhemos usar diante daqueles que mais amamos
Uma oliveira torna-se o eixo simbólico da narrativa e jornada ao passado de uma família cuja memória vive nas raízes e nos galhos de uma árvore centenária