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Boulevard Literário: o espaço de coexistência entre as diferentes partes da cadeia do livro
PublishNews, Talita Facchini, 09/12/2021
Espaço que nasceu na Bienal do Livro Rio 2019 aumentou de tamanho e possibilitou a presença de 18 editoras no evento desse ano. Estande de 600m² é fruto de uma parceria entre a Catavento Distribuidora e as Livrarias Leonardo Da Vinci e Janela.

Em 2019, a Bienal do Livro Rio recebeu, pela primeira vez, o Boulevard do Livro, um espaço pensado para dar mais visibilidade para os selos e editoras de todos os portes. A ideia era garantir que essas editoras em ascensão pudessem participar do evento e expor seus catálogos, contando ainda com a operação comercial e logística da Catavento Distribuidora.

A ideia deu certo e voltou com força na Bienal deste ano. Mesmo com as restrições impostas pela pandemia, o agora Boulevard Literário cresceu de tamanho, passou de 400 m² para 600 m², abrigando 18 módulos e vendendo livros de editoras como Trama, Pixel, Buzz, HarperCollins, Citadel, Ediouro e Astral Cultural.

O espaço surgiu de uma iniciativa do SNEL e a GL Events, que viram a dificuldade de diversas editoras em estarem presentes no evento. Esse ano, o Boulevard conta com a parceria das Livrarias Leonardo Da Vinci e Janela – curiosamente a mais antiga e a mais nova da cidade do Rio de Janeiro – e a logística segue sendo da Catavento.

"As livrarias cuidaram da curadoria e trouxeram os melhores livros para o espaço e cada editora teve a oportunidade de ter um espaço com seu conteúdo específico. Já a administração é feita numa parceria entre as livrarias do espaço e a distribuidora", explica Julio Cesar da Cruz, da Catavento. "Foi muito importante ver que editoras que antes não viriam para a Bienal puderam estar representadas aqui no Boulevard", completa Roberto Novaes também à frente da Catavento Distribuidora.

Uma das curadoras da Bienal e co-fundadora da Livraria Janela, a editora Martha Ribas destaca que o Boulevard Literário mostra que as diferentes partes do mercado podem trabalhar em harmonia pelo livro. “Esse sistema [do livro] precisa estar com todas as partes funcionando bem. Não adianta um estar rico, o outro pobre e o outro com problema", acredita ela. "Essa harmonia entre as partes é muito difícil de conseguir e parecia até uma utopia distante, mas eu vi ela acontecer no Boulevard. É possível”, contou ao PublishNews.

Desenvolvido pela GL Events, o espaço de 600m² procurou favorecer a circulação do público com um layout - nas palavras de Julio - "extremamente amigável, simples e atual", lá dentro, cada uma das 18 editoras presentes não precisam necessariamente estar, vender, ter caixa e um sistema para atender os leitores. Elas mandaram os livros, a Catavento organizou a logística e as livrarias trouxeram o atendimento. "Para todos nós que estamos nessa operação o objetivo é o seguinte: a gente gostaria de não perder dinheiro. Se ganhar ótimo, mas se não ganhar, o principal é o ganho por trás dessa operação que já vale muito. É o que nós queremos", frisa Julio.

"Para mim é uma semente de que é possível. Em um mundo onde todos estão cuidando do seu, mostrar que é possível trabalhar junto", conclui Martha.

Segundo a Bienal, até a última quarta (08), 20 mil livros já foram vendidos no Boulevard Literário, resultando num faturamento de R$ 700 mil.

Confira abaixo o tour do PublishNews pelos estandes e pavilhões da Bienal do Livro Rio 2021 e mais fotos do Boulevard Literário.


[09/12/2021 09:00:00]
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