Publicidade
Investigando lendas urbanas
PublishNews, Redação, 29/10/2021
Escrito por Vanessa Ratton e Maria Valéria Rezende, livro infantojuvenil usa lendas urbanas para narrar casos de violência contra mulher

Quais são as lendas e fantasmas da cidade de Santos, litoral de São Paulo? Existe algo a mais naquele horário que a gente sempre acorda por volta das três da madrugada? Ele também é conhecido como "hora morta" e é com base nessas perguntas que as escritoras Vanessa Ratton e Maria Valéria Rezende construíram a obra Encontros à hora morta (Florear Livros, 196 pp, R$ 49 - Ilustração: Alexandre Camanho), voltada a jovens com idade a partir de 14 anos. O livro investiga lendas urbanas da cidade litorânea e apresenta fantasmas de mulheres que foram assassinadas ou violentadas pela moral social e política da época dos crimes, com uma alusão inclusive à Patrícia Galvão, conhecida como Pagu, a primeira mulher presa política. A obra traz também as histórias de horror do Navio Raul Soares, um lugar de tortura durante o regime militar brasileiro no Porto de Santos. Mas, não é só este o cenário. A cidade portuária é o cenário para a circulação das lendas dos 13 contos que estão no livro e que passeiam por lugares como a Santa Casa de Misericórdia, Paquetá e o Teatro Brás Cubas, além de trazer lendas mais contemporâneas e nacionais, como a da Loira de Banheiro. O lançamento on-line do livro acontece neste domingo (31), às 19h, no Instagram da editora Florear Livros.

[29/10/2021 07:00:00]
Matérias relacionadas
As autoras Graziela Bozano Hetzel e Elisabeth Teixeira criam um paralelo entre o vínculo das personagens e a brincadeira infantil
Título celebra a memória e a representatividade negra no Rio de Janeiro
Livro trata como é possível transformar tristeza em afeto
Leia também
Livro organizado por Ilana Feldman reúne vozes que buscam entender obra fundamental de Clarice Lispector
No livro, Don Norman identifica as métricas econômicas que contribuem para os efeitos nocivos da industrialização e propõe uma mudança de paradigma no que consideramos importante
Autor examina como na negação das convenções do mercado cinematográfico e alheios à censura