Suspense 'The one' questiona os dogmas do nosso tempo, com ecos de ‘Blak Mirror’ e ‘1984’
Dez anos antes do início da trama narrada em
The one (Globo Livros, 440 pp, R$ 59,90 – Trad.: Isadora Sinay), uma megacorporação de biotecnologia revolucionou o mundo ao anunciar a descoberta de um gene que identifica pares românticos perfeitos. Logo, milhões de pessoas em todo o mundo se submeteram a um exame simples e encontraram suas almas gêmeas. Essa descoberta, porém, teve seus efeitos colaterais, criando uma onda de divórcios e mudando para sempre os conceitos de relacionamento e amor. Nas primeiras páginas de
The one, cinco pessoas diferentes recebem uma notificação de que suas almas gêmeas foram encontradas. Todas elas estão ansiosas, prestes a conhecer o grande amor de suas vidas. O problema é que ninguém, nem mesmo os melhores cientistas, podem garantir o "felizes para sempre", pois todo ser humano tem seus segredos - alguns deles, apavorantes. A obra de John Marrs, que inspirou a série de mesmo nome da Netflix, mostra como até mesmo as mais revolucionárias tecnologias podem ter consequências catastróficas.