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Companhia das Letras lança nova edição de ‘Crônica da casa assassinada’
PublishNews, Redação, 22/04/2021
Obra-prima de Lúcio Cardoso, o livro conta a história do clã dos Meneses através de diferentes narradores, que se enfrentam e se contradizem, mas que constroem um retrato profundo da vida familiar

Livro responsável por abalar o meio literário brasileiro quando publicado pela primeira vez em 1959, Crônica da casa assassinada (Companhia das Letras, 560 pp, R$ 84,90), de Lúcio Cardoso, saiu da Record e foi para o catálogo da Companhia das Letras. O livro conta a história de uma família em decadência: cada geração se vê mais pobre que a anterior, dilapidando o patrimônio para sobreviver. Os Meneses, porém, continuam sendo respeitados na pequena comunidade mineira em que vivem. A Chácara, a grande casa que gera orgulho mas também aprisiona, é vista com reverência e desconfiança por todos que conhecem o clã. Contudo, a chegada de Nina – jovem carioca que se muda após se casar com Valdo, o irmão do meio – vai abalar a relação difícil que se estabelece entre os irmãos. Demétrio, o mais velho, tem na esposa Ana uma arma sutil; Timóteo, o mais novo, se embrenha cada vez mais na própria decadência quando passa a viver trancado num quarto. Já "a matriarca da casa é a própria casa", como diz Chico Felitti no prefácio da edição. Fantasmagórico, envolvente e extremamente brutal, Crônica da casa assassinada utiliza a pluralidade de vozes narrativas para explorar os limites do desejo e da submissão. Em 2016, a obra foi indicada pela britânica BBC como um dos livros para se ler no fim de ano; em 2017, ganhou o prêmio BTBA de Melhor Livro Traduzido; no ano seguinte, teve os direitos vendidos para uma editora holandesa e agora vai virar um longa com direção de José Luiz Villamarim.

[22/04/2021 07:00:00]
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